A Rotina de um Boi de Rodeio

A verdadeira estrela das festas de peão é o boi de rodeio, que dificulta a vida dos competidores que precisam permanecer os oito segundos regulamentares sobre o animal saltador. Por terem tamanha relevância num universo, movimentando mais de R$ 2 bilhões, os bois das festas de peão recebem tratamento de verdadeiros atletas de alto rendimento, inclusive nos momentos em que a fama fala mais alto. Ficou curioso? Continue lendo e descubra mais sobre essa rotina!

Como é a Rotina de um Boi de Rodeio?

Todos os anos são realizados no Brasil mais de 1,2 mil rodeios, as populares festas do peão. Para garantir que os competidores enfrentem elevados graus de dificuldade, os criadores dos touros oferecem para os animais uma rotina atlética que passa por tratamentos especiais, adequação do cativeiro, alimentação balanceada, acompanhamento veterinário e outros cuidados.

Treinamento que começa cedo

Os criadores iniciam a preparação dos bois de rodeio quando eles ainda são pequenos, isto é, bezerros. O treinamento é feito com o auxílio de um cowboy mecânico de cerca de 11 kg com o objetivo de fazer a simulação do competidor para que o animal se acostume e entenda que sua função é saltar, dar coices e impedir que o peão permaneça em cima dele. Esses animais não são agressivos fora das arenas de competição, pois o treino tem como foco desenvolver uma personalidade dócil que torna mais fácil seu manejo cotidiano.

Início do contato com as arenas

Os bois podem começar a sua “experiência” nas montarias e arenas a partir de dois anos e meio de idade. Se o animal demonstrar que tem características de coice, giro, salto, intensidade e grau de dificuldade de pulo poderá começar a participar das competições a partir dos 4 anos.

Treinamento

A vida ativa de um boi de rodeio se desenvolve dos 4 aos 12 anos de idade, e nesse período ele passa por treinamento cotidiano para estar em perfeita forma para saltar e derrubar os peões do seu lombo. O treino não se restringe apenas a girar e pular, mas também a estar com o físico em dia. Os bois de destaque na modalidade costumam fazer natação, cooper e outras atividades de fortalecimento e relaxamento.

Cuidados especiais

O acompanhamento veterinário é contínuo, pois as principais competições exigem que os animais estejam em perfeito estado para entrar nas arenas. Geralmente são feitos exames de sangue a cada dois meses para verificar se o animal não apresenta traços de tuberculose, anemia ou outras doenças que podem prejudicar o seu desempenho. É importante atentar ainda para a presença de carrapatos e outros parasitas que podem enfraquecer o gigante.

Os cuidados especiais estendem-se para o dia a dia do animal como com o uso de palha de arroz no revestimento do piso para evitar que seus cascos fiquem cansados. O transporte das estrelas para as festas do peão deve ser feito com tranquilidade, o ideal é contar com carretas emborrachadas que têm menos balanço que caminhões, por exemplo.

Alimentação

A saúde é de extrema relevância para um boi de rodeio e é essencial focar a sua alimentação para conquistar uma boa qualidade de vida. O equilíbrio nutricional deve ser pensado por um profissional da área da saúde veterinária. Geralmente esses grandões ingerem uma média de 30 kg de silagem por dia, 1,5 kg de aveia e 5 kg de ração balanceada, porém, essas quantidades e variedades podem mudar de acordo com o porte físico e personalidade do animal.

Proteção dos bois de rodeio

Para garantir que os animais que participam dos rodeios não se machucarão, há regras a respeito dos materiais permitidos. As cordas devem ser de lã e feltro e as rosetas não podem ser pontiagudas para não ferir o couro do boi. Há sempre um veterinário nas competições para verificar essas questões, e se o peão não estiver adequado a elas, é desclassificado.

Aposentadoria de um boi de rodeio

Um touro de competição pode pular de um a cinco anos, contudo, há raras exceções em que o animal consegue permanecer ativo por mais de cinco anos.. Quando chega o momento da fatídica aposentadoria os bois de rodeio são levados para as fazendas em que foram treinados para aguardar a morte natural.

É responsabilidade do criador manter o animal que tanto trouxe lucros e glórias no momento em que não pode mais competir com alto rendimento. Nessa fase da vida o animal deve receber tratamento veterinário e alimentação, mas não treina mais.

Estrelas que valem ouro

Um animal de competição pode ter um valor entre R$ 10 mil e R$ 100 mil, tudo depende da capacidade que ele tem para derrubar o peão antes dos oito segundos na arena. Alguns desses bois se tornam estrelas famosas, como é o caso do Boi Bandido, que se tornou personagem na novela “América”, da Rede Globo, e Bipolar, cujo nome é uma referência ao seu humor instável.

Gostou de conhecer a rotina de bois de rodeio?